{"id":1368,"date":"2018-03-13T21:23:22","date_gmt":"2018-03-13T21:23:22","guid":{"rendered":"http:\/\/qfm.uc.pt\/?page_id=1368"},"modified":"2018-03-13T21:23:22","modified_gmt":"2018-03-13T21:23:22","slug":"esculturas-de-joao-de-ruao-classificacao-e-caracterizacao-atraves-da-analise-de-pigmentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/language\/en\/projects\/esculturas-de-joao-de-ruao-classificacao-e-caracterizacao-atraves-da-analise-de-pigmentos\/","title":{"rendered":"Esculturas de Jo\u00e3o de Ru\u00e3o \u2013 Classifica\u00e7\u00e3o e Caracteriza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da An\u00e1lise de Pigmentos"},"content":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise de pigmentos em obras de arte \u00e9 de grande import\u00e2ncia para a sua autentica\u00e7\u00e3o e data\u00e7\u00e3o, assim como para poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ou restauro, uma vez que permite uma caracteriza\u00e7\u00e3o detalhada dos materiais constituintes e das camadas policromadas.No presente estudo ser\u00e3o analisadas esculturas e ret\u00e1bulos policromados atribu\u00eddos a Jo\u00e3o de Ru\u00e3o, um dos escultores mais influentes do S\u00e9culo XVI em Portugal. Jo\u00e3o de Ru\u00e3o foi um dos artistas mais influentes do seu tempo, nomeadamente pela forma\u00e7\u00e3o de escultores e decoradores e dissemina\u00e7\u00e3o das suas obras pelo Pa\u00eds, em particular na zona Centro.A import\u00e2ncia da sua obra para a Hist\u00f3ria da Arte em Portugal requer um estudo urgente de caracteriza\u00e7\u00e3o dos pigmentos e materiais usados nas policromias originais e repolicromias que permitir\u00e1 clarificar cientificamente as atribui\u00e7\u00f5es feitas, na maior parte dos casos, segundo crit\u00e9rios estil\u00edsticos. Simultaneamente caracterizar-se-\u00e1 o trabalho de Jo\u00e3o de Ru\u00e3o, distinguindo-o dos trabalhos de outros artistas contempor\u00e2neos e diferenciando os diferentes per\u00edodos que marcaram a sua evolu\u00e7\u00e3o. Pretende-se ainda determinar o estado de conserva\u00e7\u00e3o das obras e analisar o n\u00famero, e a natureza, das repolicromias de modo a estabelecer a sequ\u00eancia das v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es. As t\u00e9cnicas utilizadas ser\u00e3o a microscopia \u00f3ptica, micro-espectroscopia Raman, difrac\u00e7\u00e3o de raios-X (XRD) e fluoresc\u00eancia de raios-X por reflex\u00e3o total (TXRF).- A microscopia \u00f3ptica dar\u00e1 informa\u00e7\u00e3o relevante sobre a estratigrafia da policromia das obras.- A micro-espectroscopia Raman permitir\u00e1 a an\u00e1lise n\u00e3o destrut\u00edvel e reprodut\u00edvel de part\u00edculas muito pequenas em laborat\u00f3rio, sem necessidade de prepara\u00e7\u00e3o das amostras. Nos casos em que a an\u00e1lise em laborat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, nomeadamente em que a integridade da obra de arte tem que ser preservada e, consequentemente, n\u00e3o \u00e9 permitida a recolha de amostras mesmo que microsc\u00f3picas, as obras de arte t\u00eam que ser analisadas in situ. Como cada composto d\u00e1 origem a um espectro Raman caracter\u00edstico, \u00e9 poss\u00edvel identificar pigmentos org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos, assim como aglutinadores e vernizes, por compara\u00e7\u00e3o com espectros obtidos de bases de dados.- A t\u00e9cnica de XRD dar\u00e1 informa\u00e7\u00e3o relacionada com a estrutura cristalina dos pigmentos. Como a maioria dos pigmentos \u00e9 constitu\u00edda por materiais cristalinos, este m\u00e9todo pode ser usado na sua identifica\u00e7\u00e3o por compara\u00e7\u00e3o com amostras padr\u00e3o.- No caso de pigmentos inorg\u00e2nicos, a t\u00e9cnica de TXRF permite a an\u00e1lise simult\u00e2nea dos constituintes elementares dos pigmentos mais pesados que o pot\u00e1ssio.As obras de arte a serem estudadas pertencem aos Museus Nacionais de Machado de Castro, em Coimbra (3 ret\u00e1bulos e 7 esculturas), e de Arte Antiga, em Lisboa (1 ret\u00e1bulo e 6 esculturas), assim como de v\u00e1rias capelas e igrejas da zona Centro de Portugal (16 esculturas).<\/p>\n<p><b>State<\/b><br \/>\nFinished<br \/>\n<b>Period<\/b><br \/>\n2005 to 2008<br \/>\n<b>Funding<\/b><br \/>\n59.970,00\u00a0euros<br \/>\n<b>Project code<\/b><br \/>\n(POCI\/HEC\/55536\/2004)<br \/>\n<b>Funding Entity<\/b><br \/>\nPortuguese Foundation for Science and Technology (FCT), Portugal<\/p>\n<p><b>Members<\/b><br \/>\nFrancisco Paulo de S\u00e1 Campos Gil (Investigador respons\u00e1vel)<br \/>\nAna Maria Tinoco de Matos Beja Alte da Veiga &#8211; Universidade de Coimbra<br \/>\nManuela Ramos Marques da Silva Catarina Gers\u00e3o de Alarc\u00e3o &#8211; Universidade de Coimbra<br \/>\nJo\u00e3o Manuel de S\u00e1 Campos Gil &#8211; Universidade de Coimbra<br \/>\nMaria Helena Almeida Vieira Alberto &#8211; Universidade de Coimbra<br \/>\nV\u00edtor Manuel Flor Gaspar &#8211; Instituto Polit\u00e9cnico de Tomar<br \/>\nMaria de Lurdes dos Anjos Craveiro &#8211; Universidade de Coimbra<br \/>\nMaria Jo\u00e3o Crespo Pimentel Vilhena de Carvalho &#8211; IEM,Universidade Nova de Lisboa<br \/>\n<a href=\"http:\/\/qfm.uc.pt\/maria-paula-marques-2\/\">Maria Paula Matos Marques Catarro<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/qfm.uc.pt\/luis-batista-de-carvalho-2\/\">Luis Alberto Esteves Batista de Carvalho<\/a><\/p>\n<p><b>Publications<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise de pigmentos em obras de arte \u00e9 de grande import\u00e2ncia para a sua autentica\u00e7\u00e3o e data\u00e7\u00e3o, assim como para poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ou restauro, uma vez que permite uma caracteriza\u00e7\u00e3o detalhada dos materiais constituintes e das camadas policromadas.No presente estudo ser\u00e3o analisadas esculturas e ret\u00e1bulos policromados atribu\u00eddos a Jo\u00e3o de Ru\u00e3o, um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":596,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1368","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1368","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1368"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1368\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/qfm.uc.pt\/index.html\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}